Alimentação infantil: o que a DGS recomenda, e como levar isso para a mesa

O básico do prato, as refeições difíceis, os lanches, a água, o açúcar e os alimentos que esperam pela idade certa, arrumados pela dúvida que traz cada família. Cada guia diz de onde vem a regra e quando a fonte foi lida.

Esta secção é para quem põe a mesa todos os dias e quer saber o que dizem as fontes oficiais sobre o prato de uma criança dos 2 aos 10 anos: o que deve ter, o que fazer quando ela o recusa, o que pôr na lancheira, porque é que o sumo não conta como fruta.

Estes artigos são informação geral: não substituem a consulta com o pediatra ou o médico de família, que conhecem o seu filho. Não propõem dietas nem planos alimentares, não indicam quantidades para uma criança concreta e não tratam alergias ou intolerâncias, que são assunto do médico.

Quase todas as regras vêm de três fontes: o guia da Direção-Geral da Saúde (DGS) «Alimentação Saudável dos 0 aos 6 anos», as páginas de alimentação do SNS 24 e as fichas da Organização Mundial da Saúde (OMS). Quando um guia usa uma fonte estrangeira, como o serviço de saúde britânico (NHS) ou a Academia Americana de Pediatria (AAP), diz qual é. Nenhum alimento destas páginas é apresentado como tratamento ou prevenção de uma doença.

O básico: o que vai ao prato

Se quer começar por um só artigo, comece pelas dicas nutricionais para crianças. São dez regras de base, cada uma com a sua fonte: a Roda dos Alimentos como mapa, sopa a abrir as refeições, fruta a fechar, refeições a horas certas, água como bebida.

A partir daí, cada tema tem o seu guia. Os «super-alimentos» são examinados um a um, e a conclusão é que a palavra não aparece na Roda dos Alimentos: a lista que propomos é de catorze alimentos comuns e baratos, descritos pela DGS. Há também um guia para a fruta e outro para os legumes, com a quantidade de porções que a DGS indica e dez formas de os pôr na mão de uma criança.

Quando a refeição é uma luta

Recusar a sopa, só querer massa, levantar-se da mesa ao terceiro garfo: o guia da DGS descreve a aversão a alimentos novos como característica da idade pré-escolar. Para o dia a dia, veja como fazer a criança comer sem negociar cada garfada: horários, porções pequenas, oferecer de novo, refeições sem ecrãs. A pergunta de fundo, se se deve obrigar a criança a comer, tem uma resposta própria: as fontes oficiais dizem que não, e o guia explica que regras os pais devem manter firmes à mesa.

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Cozinhar com crianças é uma das sugestões da própria DGS para criar bons hábitos: a criança que lavou os morangos tem mais vontade de os provar. As receitas prontas a fazer com os miúdos estão na secção de receitas para crianças.

Lanches, água e açúcar

O lanche é onde mais açúcar entra sem se dar por isso. Os snacks saudáveis são dez trocas simples, feitas com o que há em casa, e o guia diz o que a DGS pensa das bolachas, das barritas e dos cereais de pequeno-almoço. Os batidos têm um guia próprio, com sete receitas e uma ressalva: um batido não substitui a peça de fruta.

A água é a bebida de todos os dias para a DGS e para o SNS 24, e o guia da água junta truques práticos ao que as fontes dizem sobre quantidades, sem as transformar em copos. O guia do açúcar explica a recomendação da OMS sobre açúcares livres, porque é que o mel e os sumos também contam, e porque é que o bolo de anos não é o problema.

Segurança e peso

Os alimentos que não deve dar a uma criança começam pela emergência: se a criança se engasga e a tosse não é eficaz, ligue 112. Depois vêm cinco alimentos a evitar ou a preparar de outra forma, cada um com a idade e a fonte que a indica.

Quem procura uma tabela de peso por idade encontra, em vez dela, um guia que explica porque não existe um «peso ideal» para cada idade e como o médico avalia o crescimento nas curvas do Boletim de Saúde Infantil e Juvenil. Não publica tabelas nem valores de corte: essa leitura é do médico.

Os outros guias da secção estão listados abaixo.

Todos os artigos: alimentação

Perguntas frequentes

Estes guias substituem uma consulta de nutrição ou com o pediatra?

Não. Explicam as recomendações gerais da DGS, do SNS 24 e da OMS, mas não conhecem a criança. Uma criança que come muito pouco de forma persistente, cujo peso preocupa ou que tem uma alergia deve ser vista pelo pediatra ou pelo médico de família.

Porque é que os guias não dizem quantas gramas deve comer o meu filho?

Porque a quantidade depende da idade, do crescimento e da atividade de cada criança. Quando uma fonte oficial publica um valor, o guia mostra-o com o nome da fonte; fora disso, não o inventamos.

O que faço se a criança se engasgar a comer?

Se tosse com força, incentive-a a continuar a tossir. Se a tosse não é eficaz, ligue de imediato para o 112, como indica o SNS 24, ou peça a alguém que ligue. As manobras aprendem-se melhor num curso de primeiros socorros.

Os sumos naturais contam como fruta?

Para a OMS, o açúcar dos sumos, mesmo naturais, é açúcar livre, e a DGS lembra que o sumo perde a fibra da fruta. A fruta inteira é a escolha de todos os dias, e o sumo fica para dias de festa.

Há receitas para fazer com as crianças?

Há. Os guias desta secção explicam o que pôr no prato; as receitas, com ingredientes, passos e as tarefas que cabem a cada idade, estão na secção de receitas para crianças.