8 dicas para lidar com uma criança agressiva e prevenir a agressividade

Bater, morder e empurrar são comuns nos primeiros anos e não querem dizer que a criança vá ser violenta. Ensinar outra forma de mostrar a raiva é o trabalho dos pais; estas oito dicas mostram como.

Ilustração em aguarela: no tapete da sala, a mãe faz de conta que um urso de peluche tira um balde vermelho a uma menina, que ergue a mão aberta num gesto firme de «para» e segura a asa do balde; um bebé sentado numa almofada ri-se a assistir.
Ilustração: desenho explicativo, não uma fotografia.

Quase todas as crianças pequenas batem, mordem ou empurram de vez em quando. O NHS diz que isso é comum e não significa que a criança vá crescer agressiva: muitas vezes ela ainda não percebe que morder ou puxar o cabelo magoa. A Academia Americana de Pediatria (AAP) acrescenta que, nesta idade, falta o autocontrolo para exprimir a raiva de forma pacífica.

Este artigo é informação geral: não substitui a consulta com o pediatra ou o médico de família, que conhecem o seu filho. Não serve para diagnosticar nenhuma perturbação do comportamento; no fim, ficam os sinais que pedem uma avaliação profissional.

Porque é que uma criança fica agressiva

As 8 dicas

1. Uma regra que nunca muda

«Na nossa família ninguém magoa ninguém.» A AAP lembra que as crianças só percebem as regras depois de alguém as ensinar. Diga-a sempre com as mesmas palavras.

2. Nunca bater nem morder de volta

É a recomendação mais clara do NHS: responder com o mesmo gesto ensina que ele é aceitável. Em vez disso, diga com firmeza que magoa e que não o vai permitir.

3. Dar nome à raiva

A AAP sugere ensinar a criança a exprimir o que sente por palavras em vez de pontapés. Comece por nomear por ela: «Estás furioso porque ele te tirou o camião.» Depois, dê-lhe a frase: «Diz-lhe: "Estou zangado! Devolve!"»

4. Elogiar a gentileza

A AAP aconselha elogiar e mostrar afeto quando a criança é meiga e paciente, e não só intervir quando se porta mal. «Esperaste pela tua vez no escorrega. Foste muito paciente.»

5. Supervisionar e separar

Com amigos, fique por perto. Uma disputa pequena pode resolver-se entre eles; se há luta física que continua depois de pedir para parar, a AAP indica separar as crianças até se acalmarem e deixar claro que não interessa quem começou.

6. Ensinar o que fazer em vez de bater

A AAP propõe ensinar a dizer «não» com voz firme, virar as costas ou chegar a um acordo. Treine em casa, a brincar: «O urso tirou-te o balde. O que dizes?»

7. Deixar a energia sair

O NHS sugere um espaço amplo, como um parque, onde a criança possa correr e gritar.

8. Cuidar do próprio temperamento

Segundo a AAP, uma das melhores formas de ensinar é o adulto controlar o seu: se exprime a raiva de forma calma, a criança tende a seguir o exemplo. Ler histórias sobre emoções também ajuda a pôr palavras no que se sente; há ideias para criar uma criança que adora ler.

No momentoDepois
Parar o gesto e separarFalar sobre o que aconteceu, a frio
«Não deixo que batas.»Reparar: pedir desculpa, ajudar, fazer um desenho
Poucas palavras, voz firmeTreinar a frase para a próxima vez

O que evitar

A hora das refeições é um bom treino diário de esperar, pedir e falar sem gritar: veja as boas maneiras à mesa para crianças.

Quando falar com o pediatra

A AAP lista sinais de alerta que justificam falar com o pediatra:

Fale também se sente que não consegue lidar com a situação sozinho. O pediatra pode encaminhar para psicologia; na escola, o psicólogo escolar é outra porta. Mais temas em educação e comportamento.

Perguntas frequentes

É normal uma criança de 2 ou 3 anos bater?

É comum. O NHS diz que bater e morder são frequentes nos primeiros anos e não querem dizer que a criança vá ser agressiva. O papel dos adultos é ensinar, com calma e sempre da mesma forma, que não se magoa ninguém.

O que fazer quando a criança morde outra criança?

Pare o gesto, afaste-a, diga com firmeza que magoa e não é permitido, e dê atenção primeiro à criança mordida. Nunca morda de volta.

Os castigos resolvem a agressividade?

A AAP explica que, até aos 3 anos e às vezes depois, as crianças não percebem bem a ideia de castigo; limites claros e calmos resultam melhor. Os castigos físicos aumentam a agressividade, segundo a OMS.

Uma criança agressiva tem algum problema?

Não necessariamente. A maioria das agressões nos primeiros anos faz parte de aprender a lidar com a frustração. Só uma avaliação profissional pode dizer se há algo mais; os sinais acima ajudam a decidir quando pedir.

As crianças agressivas imitam o que veem?

O exemplo pesa. O NHS diz que crianças tratadas com agressividade pelos pais têm mais probabilidade de ser agressivas.