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O seu filho dorme o suficiente?

O seu filho dorme o suficiente?

O seu filho dorme o suficiente?
Criança a dormir
Crédito da Imagem: 1

Uma boa noite de sono é crucial para as crianças de idade escolar: contribui para o seu crescimento, repõe os níveis de energia, fortalece o sistema imunitário e é a diferença entre uma criança desperta e bem-disposta e um autêntico zombie. As crianças necessitam de mais horas de sono do que os adultos, ou seja, aquelas com idades compreendidas entre os 4 e os 10 anos requerem 10 a 12 horas de sono por noite. E o seu filho, está a dormir o suficiente?

Sinais positivos

A sua criança está a dormir o suficiente se:

  • Adormece entre 15 a 30 minutos depois de se deitar.
  • Acorda facilmente de manhã, não sendo necessário estar à sua volta tempo infinito para que ela se levante.
  • Mantém-se acordada e alerta ao longo de todo o dia. Se tiver alguma dúvida, questione a sua educadora ou professora.
  • Não necessita de fazer uma sesta a meio do dia.

Sinais negativos

Se detectar algum dos seguintes sinais no quotidiano da sua criança – e antes de pôr as culpas no seu mau comportamento – repense a sua rotina de dormir, a culpa pode muito bem residir na falta de sono.

  • Sonolência exagerada durante o dia.
  • Na hora de deitar, recusa-se a ir e/ou não quer dormir sozinha.
  • Na hora de levantar, quer ficar na cama.
  • Agitação psicomotora e grande impulsividade.
  • Exibe comportamentos “do contra”.
  • Alterações de humor/irritabilidade.
  • Demonstra dificuldades de concentração e/ou de memória.
  • Exibe algum nível de ansiedade (medo, susceptibilidades emocionais…).
  • É agressiva na escola e/ou em casa.
  • Demonstra dificuldades na aprendizagem.

As consequências de noites mal dormidas

Para além dos comportamentos difíceis acima mencionados, a falta de sono pode ainda originar perturbações de sono nas crianças. Apesar de a maioria ser normal, passageira e pouco grave, estas perturbações podem ser evitadas com noites tranquilas.

Pesadelos: a perturbação de sono infantil mais comum, está normalmente relacionada com “monstros”. As crianças acordam assustadas, ofegantes, podem gritar e ter dificuldade em voltar a adormecer. Ficar ao seu lado até voltar a dormir é sempre uma boa solução. O mais certo é não lembrarem-se de nada no dia seguinte.

Sonilóquio: a segunda perturbação de sono infantil mais comum é falar durante o sono. Estes episódios são, por norma, curtas e a criança fala numa voz monótona sobre coisas que não têm grande nexo. Não é preocupante, nem requer qualquer intervenção especial.

Terrores nocturnos: diferente dos pesadelos, a criança senta-se na cama abruptamente (cerca de 2 a 3 horas depois de adormecer) e chora, grita ou pede ajuda. Embora esteja de olhos abertos e pareça confusa e muito aflita, a criança está a dormir e pode até rejeitar ou afastar os pais que tentam consolá-la. Felizmente, estes episódios duram poucos minutos e a criança acaba por voltar a deitar-se como se nada fosse.

Sonambulismo: embora num estado de pura sonolência, a criança pode levantar-se da cama e deambular pela casa ou até tentar sair, sempre com os olhos abertos. Isto acontece cerca de 2 a 3 horas depois de adormecer e não é motivo de preocupação (cerca de 15% das crianças entre os 5 e os 12 anos já tiveram uma experiência de sonambulismo; sendo mais comum nos rapazes). Terá apenas de ter o cuidado de manter portas e janelas fechadas; e fazer com que a criança volte para a cama. De manhã não se vai recordar de nada.

Apneia do sono: quando existe a interrupção da respiração durante o sono, sendo o suficiente para diminuir o fluxo de oxigénio para o cérebro. Pode acontecer várias vezes ao longo da noite e está normalmente associada a uma obstrução respiratória. Apesar de a criança não se aperceber, reflectir-se-á no dia seguinte em forma de sonolência. No entanto, é um assunto que deve ser discutido com o seu pediatra.

O que fazer

  • Converse com a criança, explicando-lhe que a hora de deitar não é negociável e que necessita de dormir o mesmo número de horas por noite por motivos de saúde e bem-estar.
  • Nos dias em que se recusa a ir para a cama, imponha consequências razoáveis: no dia seguinte não poderá ver o seu DVD preferido ou não haverá hora de leitura.
  • Mantenha o mesmo horário ao fim-de-semana. Uma “noitada” no sábado pode ter efeitos negativos na segunda-feira de manhã.
  • Estimule sestas de 20 a 45 minutos – são o suficiente para restabelecer os níveis de energia numa criança, sem deixar que ela adormeça profundamente. Sestas com uma duração de mais de 45 minutos podem prejudicar o sono nocturno.
  • Faça da hora de deitar um momento especial. Comece a relaxar e a preparar a criança para dormir meia hora antes com um banho quente, a leitura de um livro, contar uma história ou simplesmente ficarem juntos a conversar tranquilamente.  
  • Uma manta ou um peluche em particular, assim como uma luz nocturna, podem facilitar a hora de deitar.
  • Deixe o quarto da criança enquanto esta ainda está acordada, assegurando-lhe que vai voltar durante a noite para certificar que está tudo bem.
  • Se a criança chamar por si muitas vezes antes de adormecer mantenha-se calmo e seja paciente.
  • Se a criança acordar muitas vezes durante a noite, experimente deitá-la ainda mais cedo.

O que não fazer

  • Permitir actividades estimulantes antes da hora de deitar – televisão, computador, telemóvel, ouvir música, jogos muito físicos. Como estimulam o cérebro em vez de o relaxarem, a criança poderá sentir maior dificuldade em adormecer.
  • Deixar as crianças beberem refrigerantes com cafeína durante o jantar.
  • Autorizar interrupções durante a rotina que antecede a hora de deitar.
  • Tirar a criança da cama ou pegá-la ao colo quando chamar por si antes de adormecer ou durante a noite. Vá até à porta do quarto, sossegue-a e relembre-lhe que está mesmo ali ao lado.
  • Permitir que vá para a cama dos pais durante a noite.