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Estão sempre a brigar! O que fazer?

Estão sempre a brigar! O que fazer?

Estão sempre a brigar! O que fazer?
miúdos a lutar
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Não há relação mais forte do que aquela que existe entre irmãos, no entanto, esses laços também se deixam vencer pelos ciúmes, má disposição e rivalidades – mais vezes do que a maioria dos pais gostaria! Saiba descodificar o que está na base destas brigas e qual a melhor forma de as controlar, para garantir um pouco de paz e sossego no ambiente familiar.

Os motivos das guerras

  • As lutas são típicas dos rapazes, que gostam de se envolver fisicamente, ora influenciados por cartoons, filmes ou jogos; ora porque um quer impor-se ao outro, seja porque é mais velho ou maior.
  • No final da tarde, de regresso a casa depois de mais um longo dia, as brigas instalam-se simplesmente porque as crianças estão cansadas e irritadas. Pode também acontecer depois de acordar, principalmente se o despertar não foi agradável.
  • Um tem um brinquedo que o outro quer e vice-versa – o que o nosso “vizinho” tem é sempre mais apetecível.
  • Tal como os seus bens pessoais, também as crianças respondem com brigas quando sentem que o seu espaço físico foi invadido: quer seja porque os irmãos dividem o quarto de dormir, quer seja porque um está entretido na sala de família a brincar e o outro, apesar de todo o espaço existente, tem de ir encostar-se ao irmão.
  • Mesmo as crianças mais pequenas já têm as suas próprias personalidades e não têm qualquer problema em exibi-las. Tal como nas relações adultas, também existem conflitos nas relações infantis simplesmente porque as personalidades chocam. Por exemplo, enquanto um dos irmãos gosta de ter as suas coisas organizadas, o outro faz questão de deixar tudo desarrumado, tanto os seus próprios brinquedos, como os do irmão ou irmã.
  • As diferenças de idades entre os irmãos também podem contribuir para a existência de mais brigas, ou seja, o mais velho assume, naturalmente, que é o líder e se existir uma diferença de idade bastante grande para o mais novo (ou se este é mais pacato) as brigas serão menos frequentes. No entanto, se a diferença de idades for mínima (ou se o mais novo for mais assertivo), a liderança do mais velho será muitas vezes questionada, ou seja, mais zangas entre irmãos.

Como conseguir um pouco de paz

Embora todas estas situações sejam perfeitamente normais e fazem parte do desenvolvimento da pequenada e da convivência diária com os irmãos, existem várias dicas para declarar o fim a esta guerra, ou pelo menos um cessar-fogo.

  • As lutas físicas em que os miúdos (principalmente os rapazes) rebolam pelo chão e saltam para cima uns dos outros é uma brincadeira habitual e, na maior parte das vezes, inofensiva. No entanto, deve ser vigiada para não se tornar perigosa, porque a pequenada nem sempre tem noção da sua força e há sempre um que fica a chorar… para além de se poderem magoar seriamente. Quando em dúvida, pergunte se esta luta é a brincar ou a sério, até porque alguns irmãos utilizam a força física como forma de bullying sobre os mais pequenos.
  • Se verificar que as brigas acontecem muitas vezes de manhã, é preciso certificar-se que os seus filhos estejam a dormir o suficiente e/ou estabelecer uma rotina matinal agradável – por exemplo, pode deixá-los tomar o pequeno-almoço enquanto veem o seu DVD preferido. Se as guerras se instalam frequentemente no final da tarde, reserve atividades tranquilizantes para essa parte do dia, ou seja, mal cheguem a casa dê-lhes banho para os acalmar e deixe-os ver um filme ou fazer outra atividade sossegada como um puzzle ou colorir desenhos. Também ajuda se criar um ambiente sereno, com a televisão desligada e música suave a tocar, por exemplo.
  • Apaziguar a guerra dos brinquedos é sempre difícil, no entanto, uma das regras mais importantes que deve estabelecer com irmãos é o da partilha. Explique-lhes que tudo o que existe em casa é de todos, ou seja, é para ser usado por toda a família se assim o entenderem. No caso específico dos brinquedos, jogos ou livros, explique-lhes que terão de partilhar tudo – em conjunto ou à vez – caso contrário, vai retirar o objeto em questão. Se os miúdos não cumprirem a sua parte do “contrato”, guarde o brinquedo da discórdia durante pelo menos esse dia. No dia seguinte, devolva-o e volte a frisar a importância da partilha.
  • A guerra do espaço não é mais fácil e quando aparecer, nunca mais vai ouvir o fim. Se os irmãos partilham o quarto de dormir, é importante que cada um tenha a sua cama, a sua mesa e cadeira, bem como as suas próprias estantes, gavetas e armários para guardarem as suas coisas. Se possível, envolva-os na decoração e organização do quarto ou de qualquer outra divisão da casa que possam partilhar.
  • Em termos de personalidades e diferença de idades, não há muito que um pai possa fazer, no entanto, deve ser firme ao explicar-lhes que as suas brigas constantes destabilizam o ambiente em casa, um ambiente que se quer calmo. Pode ser o árbitro, mas deve pedir à pequenada que resolva os seus próprios conflitos, através da cedência ou da partilha, para poderem chegar a um consenso. Permitir que sejam os miúdos a aprenderem a lidar com os seus próprios desentendimentos é uma valiosa lição para a vida, principalmente aquela vivida fora da esfera familiar.
  • Outras táticas incluem: a separação um do outro (vão achar “ótimo”, mas ninguém gosta de brincar sozinho, por isso, vão aprender depressa!); com um “castigo” de 15 minutos onde cada um senta-se numa cadeira ou sofá em silêncio; se já não os consegue ouvir, peça-lhes para irem brincar para o jardim ou terraço; tenha um sistema de avisos (antes de um castigo) como um “cartão amarelo” que antecede naturalmente o “cartão vermelho”, o que significa o fim da brincadeira.

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