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Como é que os pais podem ser menos negativos com os filhos

Como é que os pais podem ser menos negativos com os filhos

Como é que os pais podem ser menos negativos com os filhos
Criança a brincar com a mãe
Crédito da Imagem: 1

Diz-se que uma das palavras que mais vezes sai da boca dos pais quando estão a falar com os filhos é “não”… essa e outras expressões negativas são provavelmente proferidas mais vezes do que imaginamos e está na altura de as reduzir. Porquê? Porque estamos a falar de crianças pequenas que estão a meio de um enorme e importante processo de crescimento e desenvolvimento… e aqui precisa-se de positivismo.

Agora não!

Ser mais positivo com uma criança passa por estar presente e 100% focada nela, nem que seja durante 15 minutos diários. Em vez de estar constantemente a dizer “agora não”, pare o que está a fazer (fazer aquele telefonema ou apanhar a roupa pode certamente esperar mais um bocadinho, não pode?) e dedique alguns minutos à pequenada. Se não puder ser efetivamente nesse momento, marque uma hora com os miúdos e, em vez de dizer “agora não” diga “daqui a 15 minutos já podemos ler esse livro” ou “às 16h00 já podemos brincar” e cumpra esse compromisso! No que toca às crianças, mais do que a quantidade de atenção que os pais devem procurar dispensar, é a qualidade da atenção que dão à pequenada, ou seja, estar verdadeiramente presente com a criança durante 15 minutos, todos os dias, seja a ler um livro, a jogar um jogo ou simplesmente enroscados no sofá a conversar, sem estar a falar para o marido ou a esposa e sem estar com o telemóvel na mão, é algo que elas jamais vão esquecer.

Evite comparações e críticas

As crianças precisam de um reforço positivo constante – estão a crescer e a aprender com cada dia que passa, mas ao seu ritmo… afinal de contas, são crianças! Por isso, evite críticas públicas (em frente a outras pessoas), mas também privadas (por exemplo, criticar a criança junto do pai ou da mãe, pensando que a criança não está a ouvir – o mais certo é estar!). Ouvir os pais a criticarem-lhes “por de trás das costas” pode ser muito prejudicial para a autoestima de uma criança. Outra atitude negativa a evitar é comparar o seu filho com outras crianças ou com os irmãos: as crianças são todas diferentes e únicas, por isso, as comparações não fazem sentido, nem fazem bem às crianças.

Não exagere!

Outra forma negativa através da qual os pais muitas vezes lidam com as crianças é desculpando o seu comportamento de forma negativa e, pior, à sua frente, dizendo coisas como “ai, desculpa, ele hoje parece um diabinho” ou “desculpa as birras, ela hoje não dormiu a sesta e está terrível!”. Esta é uma forma de criticar e ridicularizar a criança que pode ter efeitos ainda mais negativos sobre os mais pequenos. Por outro lado, é importante não cometer outro tipo de exageros como “porque é que nunca arrumas os brinquedos?” ou “deixas sempre a luz da casa de banho acesa” ou “já te disse um milhão de vezes que não é assim que se calça os sapatos”. Não exagere! Como pais, é importante manter a noção de que estamos a falar com crianças em aprendizagem e, como adultos, temos de cultivar a paciência de forma a dar aos filhos uma educação positiva e contínua.  

Elogios constantes, palavras positivas e muito amor

Depois de três atitudes negativas a evitar junto dos filhos, eis uma positiva ou melhor, três: elogios constantes, palavras positivas e muito amor! Mais do que criticar as crianças pelas coisas que não estão a fazer bem, é elogiá-las pelas suas pequenas (e grandes!) conquistas diárias – esta é a forma mais fácil de criar crianças confiantes e autónomas. Isto faz-se dando o exemplo, mas também através da escolha das palavras certas a usar na hora dos ensinamentos: faça uma escolha consciente das palavras que usa quando comunica com a pequenada, procurando trocar as palavras negativas por palavras positivas – faz toda a diferença! No meio de tudo isto, e a par com o estabelecimento de regras e limites, não pode faltar carradas de amor: beijinhos, abraços, cócegas, andar de mão dada ou “dá cá mais cinco porque és um grande campeão” são gestos que todos nós precisamos, crianças incluídas.

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