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5 erros que os pais cometem na educação dos filhos

5 erros que os pais cometem na educação dos filhos

5 erros que os pais cometem na educação dos filhos
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Quem tem filhos sabe que educar uma criança é, para além de uma enorme responsabilidade que se vive todos os dias, sem intervalos, férias ou feriados, um trabalho extremamente exigente e desgastante. Contudo, por ser tão rigoroso e interrupto é impossível não vivenciar alguns percalços ou agir da forma menos adequada. Estamos a falar de alguns dos erros mais cometidos na educação das crianças, muitas vezes com a melhor das intenções, mas atenção! Podem ter consequências negativas.

ERRO 1: Mentir

Quantas vezes já mentiu ao seu filho para conseguir que ele termine alguma tarefa ou para acabar com aquela birra que já dura há vários minutos? Utilizada mais vezes do que o desejado, esta é uma estratégia extremamente frequente e que é posta em prática nas mais diversas situações do dia-a-dia.

Consequências: Mentir enquanto estratégia educativa pode revelar-se uma alternativa desajustada, com efeitos adversos ao nível da relação de confiança entre pai e filhos. Independentemente de serem mentiras insignificantes e da intenção ser positiva, transmitem uma mensagem de contradição entre aquilo que diz e o que faz (“mentir é feio” ou “nunca se deve mentir”), assim como dificulta a capacidade da criança confiar nos pais (e consequentemente noutros adultos). Adicionalmente, anula a oportunidade de, por um lado, educar e transmitir valores importantes para o seu desenvolvimento futuro e, por outro, criar uma relação de proximidade e transparência com o seu filho.

Como corrigir: Troque a mentira por uma conversa clara e adequada ao nível de desenvolvimento de cada criança. Seja objetivo e explique detalhadamente a importância do seu filho adotar o comportamento que deseja que ele assuma, alertando-o quanto à sua importância e quais as consequências de não cumprir as regras. Aproveite cada uma destas situações para as tornar em momentos educativos e de aprendizagem, fomentando uma relação de proximidade, confiança e segurança entre si e o seu filho. A verdade fala sempre mais alto!

ERRO 2: Ameaçar e não cumprir

Não ameace, avise. Converse com as crianças sobre as consequências dos seus comportamentos, sem imprimir a tónica negativa da ameaça ou intimação. Certifique-se que cumpre os avisos e aplica as consequências, mantendo assim o seu papel de autoridade a respeitar.

Consequências: Recorrer à ameaça como forma de conseguir que a criança cesse um comportamento ou execute alguma tarefa e depois não cumprir com aquilo que “ameaçou”, é uma estratégia que pode vir a revelar-se desadequada, na medida em que descredibiliza o seu estatuto de autoridade. Se estabelece uma regra e consequências para o seu incumprimento e depois não levar avante essas consequências, a criança vai ficar com a ideia de que não precisa de cumprir as regras, porque mesmo quando incumpre as suas ordens não “sofre consequências”. Quer isto dizer que da próxima vez que utilizar a mesma tática, o seu filho pode não acreditar no que está a dizer e, consequentemente, poderá não obedecer.

Como corrigir: Sempre que pretende corrigir determinada conduta ou atitude, deve agir no momento e fazer com que a criança associe um comportamento específico a consequências reais. Os castigos devem ser sempre adequados à idade da criança, proporcionais ao erro e imediatos, para que a associação entre comportamento e consequência seja assimilada pela criança na hora. Educar e disciplinar uma criança exige paciência e ponderação que, nestes momentos, são fundamentais!

ERRO 3: Desautorizar o outro progenitor perante as crianças

A premissa é simples, sejam aliados um do outro na obtenção de um propósito comum: a educação dos vossos filhos. As crianças precisam de regras, consistência e coerência. Não faça ao seu cônjuge o que não gostaria que lhe fizessem a si!

Consequências: À semelhança das consequências inerentes às estratégias anteriores, desautorizar o outro progenitor perante as crianças dificulta a assimilação de regras e distinção entre certo e errado. Esta inconstância não só confunde as crianças no que toca à credibilidade na imposição de regras e consequências, como diminui a autoridade parental perante as crianças. As crianças poderão adotar comportamentos diferentes conforme estão com o pai ou a mãe e usar a “chantagem” de “a mãe deixa” ou “o pai disse que não fazia mal”.

Como corrigir: A melhor forma de corrigir estes comportamentos passa por estratégias de prevenção que equiparem ambos os progenitores quanto ao sistema de regras e valores que pretendem incutir aos filhos, assim como quais as consequências associadas e de que forma devem ser aplicadas. Idealmente, o melhor é sempre conversar antes de tomar cada decisão. Se não for possível, o ideal é discutirem a situação afastados das crianças e depois apresentar a vossa decisão. Na realidade, esta pode ser uma importante fonte de aprendizagem para todos!

ERRO 4: Evitar que os filhos cometam erros

Proteger é uma das principais funções de ser mãe ou pai. Mas, mesmo quando educamos, na tentativa de evitar o sofrimento dos filhos, protegendo-os contra situações e emoções negativas, ironicamente, acabamos muitas vezes por os desproteger. Como? Ao não permitir que as crianças sejam confrontadas com uma das melhores fontes de aprendizagem: o erro!  

Consequências: Errar é um processo fundamental de aprendizagem para qualquer pessoa, especialmente no caso específico das crianças, que se encontram em estádios de desenvolvimento fulcrais para a sua maturação. Ninguém gosta de errar e, para alguns pais, confrontar os seus filhos com esta situação parece ser bastante penoso. Porém, habituar as crianças a confrontarem-se com esta realidade irrefutável promove níveis de desenvolvimento mais positivos, ao mesmo tempo que promove a capacidade de resistência à frustração, perseverança e autoconfiança.

Como corrigir: Permita que a criança explore o mundo, que se confronte com as dificuldades que surgirem e, sempre que possível, promova autonomia na gestão destas situações. Trabalhe as suas próprias inseguranças e estimule a oportunidade do seu filho aprender a ser independente e individual.

ERRO 5: Não reconhecer as qualidades individuais dos filhos

Todos temos as nossas ideias relativamente ao que significa ter sucesso e do que pretendemos para o futuro dos nossos filhos. Querer o melhor para os filhos passa por auxiliá-los no seu processo de desenvolvimento. No entanto, formatar o desenvolvimento das crianças na tentativa de as “encaixar” em moldes que as sujeitam a estereótipos é um dos maiores erros que os pais podem cometer com os seus filhos, mesmo inconscientemente.

Consequências: Ao estruturar os padrões de desenvolvimento que pretende que o seu filho alcance, está a condicionar significativamente a expressão da sua personalidade e liberdade, que podem nem sequer corresponder a esses padrões. Não respeitar a individualidade de cada um, circunscrevendo o seu leque de oportunidades, sem saber ou explorar os diferentes caminhos que podem ser seguidos, pode ter implicações ao nível da autoestima, perceção de autoeficácia e respeito pela sua própria pessoa.

Como corrigir: Liberte-se dos estereótipos predefinidos, observe as características específicas dos seus filhos, estimule a criatividade e a livre expressão de quem são. Considere as diferentes potencialidades que tornam cada criança diferente e única e promova isso mesmo!

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