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10 regras que todas as crianças devem obedecer

10 regras que todas as crianças devem obedecer

10 regras que todas as crianças devem obedecer
Crédito da Imagem: 1

As crianças são ensinadas a aprender algumas regras incontornáveis da vida em sociedade. Existem regras a que todas as crianças devem obedecer e que devem ser interiorizadas desde tenra idade. Que regras são essas? É o que vamos ficar a saber neste artigo.

1. Não mentir

Todas as crianças devem ser ensinadas a não mentir, seja sob que pretexto for. Uma criança mentirosa transformar-se-á num adulto mentiroso e cobarde que por medo de enfrentar as consequências do que faz prefere usar de falsidades ao invés de assumir os seus atos. Ensinar à criança que é muito importante dizer sempre a verdade para que seja possível acreditar no que ela diz, é uma excelente forma de educar o caráter ainda em formação fazendo perceber o valor de ser confiável.

2. Não roubar

Algumas crianças manifestam tendência para cometer bullying e/ou pequenos furtos que vão desde o subtrair do lanche dos colegas de turma, ao apropriarem-se de brinquedos dos primos, ou guardarem para si a bola que alguém esqueceu no recreio da escola. A criança não faz por mal, nem tem ainda noção de que existe uma coisa chamada propriedade alheia, e da qual não se deve apropriar. Porém é nas tenras idades que se deve ensinar que não se fica com nada que não seja nossa pertença, nem se leva para si objetos que são de outras pessoas, por muito que apeteça à criança ter algo igual para ela mesma.

3. Esforçar-se ao máximo para alcançar o que deseja

É importante que a criança interiorize a regra de que nada lhe é dado por acaso, e que tudo precisa de ser conquistado com esforço e persistência. Uma criança combativa e empenhada vai ser um adulto batalhador e responsável, capaz de se bater valentemente pelos objetivos que tem em mente atingir.
É desde pequenino que esta regra deve ser aprendida e treinada com cenários passíveis de serem compreendidos pela criança. Por exemplo:

  • “-Queres um jogo novo? Então vais ter que o merecer conseguindo uma boa nota na prova de português.”
  • “-Queres ir ao cinema no fim de semana? Então vais lavar o carro do pai, e com o dinheiro que o pai poupar na lavagem do carro, pagar-te-á o bilhete de cinema.”

​A criança precisa de entender que só através do seu esforço conseguirá obter as benesses que pretende.

4. Respeitar os mais velhos

Uma das regras mais importantes na vida em sociedade é aprender a respeitar os mais velhos. Uma criança que sabe ouvir e acatar os conselhos ou as sugestões dos adultos, e que respeita o lugar e a vez dos mais idosos vai ser com certeza um adulto íntegro e generoso, que saberá ponderar prioridades e saberá escutar advertências sensatas.

5. Não falar com estranhos

Já os nossos pais, e antes deles os nossos avós, faziam o mesmo aviso: “Não conversar com estranhos.” Nos dias de hoje continua cada vez mais a ser uma regra de conduta e de segurança a que todas as crianças devem obedecer.

  • Nunca falar com estranhos que as abordem na rua;
  • Nunca seguir na companhia de pessoas desconhecidas;
  • Gritar por ajuda se alguém os tentar segurar à força, ou levá-los a algum lugar;
  • Não aceitar nada de comer, prendas ou dinheiro de desconhecidos;
  • Nunca permitir que alguém lhes toque de forma suspeita.

Regras como estas poderão parecer estranhas à criança, mas poderão também salvar-lhe a vida.

6. Confiar sempre nos pais

É fundamental que as crianças sejam ensinadas a confiarem nos seus pais. As crianças aprendem mais pelos exemplos do que pelas palavras, por isso o melhor é fornecer-lhes indicadores suficientes de que podem confiar e estar à vontade com os seus pais. Para a criança é muitíssimo importante sentir que se tiver algum problema, seja ele de que natureza for, poderá contar com a ajuda, apoio e carinho do pai e da mãe. Muitos abusos, muitas lágrimas e muitas injustiças se poderiam evitar se as crianças pudessem confiar inteiramente nos seus maiores.

7. Não fazer mal a ninguém

Uma regra que deve ser ensinada a todas as crianças é o nunca fazerem mal a ninguém de forma voluntária e premeditada. Troçar dos mais tímidos, bater nos mais fracos, aterrorizar, perseguir ou injuriar os colegas que lhes pareçam mais assustadiços são fatores que a serem revelados por uma criança se apresentam como indícios possivelmente reveladores de uma personalidade problemática a necessitar de acompanhamento atento.
As crianças devem ser disciplinadas e devem tratar todas as pessoas com a mesma dignidade com que gostariam de ser tratadas também. Claro que tudo isto deve ser explicado à criança em palavras adequadas à sua faixa etária, sob pena de ela simplesmente não perceber e se desinteressar a meio da conversa. As crianças são boas por natureza, mas carecem por vezes de orientação quando se revelam propensas a magoar os sentimentos das outras pessoas.

8. Combater a preguiça mental e física

As crianças precisam de aprender a serem ativas física e intelectualmente. Ter como regra combater a ociosidade e a preguiça desenvolvendo atividades que lhes permitam manter o corpo e a mente ocupados é extremamente vantajoso para a formação das suas mentalidades. Uma criança criada na permissão da preguiça e do ócio crescerá na ilusão de que não necessita de se preocupar, nem esforçar por nada. Lutar contra a inatividade infantil permanente é uma obrigação dos formadores.

9. Aprender a obedecer

Obedecer é algo a que as crianças não estão muito inclinadas por natureza. As crianças gostam de desafiar, gostam de medir limites e tentar descobrir até onde lhes é permitido chegar. Mas é necessário que aprendam a obedecer àquilo que lhes é dito, quando a ordem vem de quem tem legitimidade para o fazer. Obedecer a pais e professores é uma regra de ouro para a boa integração da criança na sociedade. Claro que a ideia não é a de formar pequenos seres submissos e incapazes de questionar, mas é indispensável que as crianças saibam reconhecer as figuras de poder, e que acatem o que essas mesmas figuras lhes mandam fazer.

10. Partilhar

Partilhar é uma das regras da vida em sociedade que as crianças têm mais facilidade em acatar. As crianças são por norma amigas de partilhar aquilo de que gostam, e quase sempre fazem-no com alegria e entusiasmo. No entanto algumas crianças mostram-se bastante relutantes em dividir as suas coisas com outras pessoas, tornando-se bastante irritadiças quando levadas a fazê-lo. É preciso que a estas crianças em particular seja demonstrada a importância da generosidade e da camaradagem entre seres humanos. Partilhar é a palavra de ordem, e numa sociedade moderna onde cada vez surgem mais pessoas em dificuldades, dividir o pouco que cada um tem com o seu semelhante é uma maneira de humanizar as relações. Para a criança o princípio da partilha pode passar por emprestar o brinquedo ao vizinho do lado, a bola ao colega de sala, etc. Não interessa grandemente aquilo que a criança partilha, importa isso sim é que ela descubra o prazer de dividir, e de ajudar quem precisa.

No fundo aquilo a que todas as crianças precisam de obedecer é a serem amigas do seu amigo, generosas, amáveis e empenhadas. Quanto mais felizes e mais conscientes forem as nossas crianças, melhores serão os adultos das gerações que estão por vir.