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10 dicas para ser um pai mais descontraído

10 dicas para ser um pai mais descontraído

10 dicas para ser um pai mais descontraído
Mosiacod e filhos com os pais
Crédito da Imagem: 1

Nada está onde precisa, os miúdos andam a correr descalços pela casa, o telefone está a tocar e já estão todos muito atrasados. A paciência esgota-se e o impulso imediato é para começar a gritar e a dar ordens qual general militar, colocando a pequenada em sentido, estabelecendo um regime de ditadura para o resto do dia e, claro, ficar com os nervos à flor da pele. Será que vale a pena?

  1. Esteja em forma. Lidar diariamente com crianças e as suas mil e uma necessidades esgota o mais saudável dos seres humanos, por isso, faça da sua saúde física e mental uma prioridade. Durma o suficiente, alimente-se como deve ser, prepare tudo o que precisa para o dia seguinte na noite anterior ou levante-se antes dos miúdos para evitar correrias loucas logo pela manhã. É incrível o que uma boa noite de sono e uma pitada de organização pode fazer pelo seu bem-estar… e todos ficam a ganhar.
  2. Ambiente familiar. Quando estiverem em casa, no carro ou em qualquer outro momento de família, conversem, cantem, dancem e mantenham um ambiente divertido. Um estilo de vida descontraído não significa um estilo de vida desregrado, antes pelo contrário – ajuda a cimentar e a executar as regras da casa e dos relacionamentos sem tantos percalços, lágrimas ou zangas. A falar é que as pessoas se entendem.
  3. Pequenas celebrações. Manter um espírito relaxado é desfrutar da vida e não há nada como os pequenos prazeres para nos relembrar o que vale e o que não vale a pena. Pode ser algo tão simples como uma noite de pizza e cinema a meio da semana, um pequeno-almoço especial no sábado de manhã ou um passeio ao parque infantil e um gelado na tarde de domingo. Pequenas celebrações são sinónimo de menos stress, que é sinónimo de mais felicidade. Para todos.
  4. Uma risada por dia… No meio de todos os afazeres e obrigações diárias, tem de haver tempo para se divertir com o seu filho – pode ser com um ataque de cócegas ou luta de almofadas, uma piada ou história engraçada. Descontraia, liberte a criança que há em si e divirta-se com aquela que tem ao seu lado.
  5. Menos “não”, mais “sim”. A palavra “não” parece estar na ponta de língua de todos os pais – “não faças isso”, “não toques naquilo” – assim como outra famosa palavra – “pára” – que muitas vezes mais parece um disco riscado. Tente trocar as comunicações negativas por comunicações mais positivas, ou seja, procure começar mais vezes as frases com “sim”: “sim, podes ir brincar mal acabes de comer a fruta” ou “sim, posso dar-te essa prenda no teu próximo aniversário”.
  6. Frases chave. No seguimento da dica anterior, também esta é relativa ao seu vocabulário que, quando utilizado num meio onde há crianças, torna-se não raras vezes repetitivo e, consequentemente, irritante e frustrante. Desenvolva, memorize e transmita aos miúdos 2 ou 3 frases chave (as que precisar, embora se forem menos serão mais fáceis de memorizar) e os significados, ou seja, para que mal as oiçam sair da sua boca saibam exatamente o que devem ou não fazer.
  7. Quilos de paciência. Se pudéssemos adquirir paciência, a vida seria muito mais fácil mas, como ainda não há à venda, é preciso cultivá-la. Da próxima vez que lhe apetece desatar aos berros porque a sala de jantar está virada de pernas para o ar, pare, respire fundo, conte até 10 ou retire-se e volte apenas quando estiver calmo e preparado para falar civilizadamente. Afinal de contas, se juntos podem restituir a ordem da sala em 5 minutos, porquê uma sessão de gritaria? As crianças são pequenos seres imperfeitos e em crescimento que olham para os pais como os seus mentores, por isso, dê o exemplo.
  8. Não ceda a todos os pedidos infantis. É muito mais fácil comprar aquele chocolate e acabar com uma birra do que fazer o contrário, no entanto, para serem descontraídos, os pais também precisam de ser firmes. Se ceder por tudo e por nada, vai desencadear um ciclo vicioso que lhe vai pôr a arrancar os cabelos em pouco tempo. Para além disso, os miúdos vão assumir tudo como sendo garantido e o que poderia ser um mimo especial de vez em quando vai deixar de ter qualquer sentido e valor.
  9. Proibições pensadas. Agora só porque não vai ceder às birras, não quer dizer que nunca mais vai ceder a nada. As proibições constantes e severas retiram todo o prazer da vida – sua e deles. A sua filha quer usar água no serviço de chá? O seu filho quer andar de capacete em casa todo o dia? Os gémeos querem dormir com a cabeça para os pés? Se não é perigoso ou mau, porque não? Tente guardar os “nãos” para os momentos certos. Ficarão todos muito mais contentes.
  10. Tempo de qualidade. É essencial passar tempo de qualidade com as crianças e bloquear, nesses momentos especiais, o resto do mundo. Quanto mais forte a ligação que mantiver com os seus filhos, melhor os conhecerá e vice-versa, o que facilitará o dia-a-dia nos seus aspetos mais triviais, mas por vezes altamente esgotantes. Os nossos dias são compridos, mas os anos são curtos, ou seja, num abrir e fechar de olhos a pequenada deixa de ser pequena, por isso, certifique-se que tenha as melhores recordações.

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